Converting postscript and pdf files into something readable

2008-02-21 by nunojsilva

Also available at: gopher://sdf-eu.org/0/users/njsg/readable-postscript

As some of you have already noticed, it’s almost impossible to find a readable adobe postscript or adobe portable document format file. These formats are supposed to be used for printing, to make sure there is consistency when using different computers, software and printers.

But these formats are now used for something more: ebooks. People put something in postscript or pdf and give that away so other people can read or print. The bad thing about using them for on-screen reading is that, as the files were prepared for printing, they have black text on white background, and that is not nice to see when we want to read a 100 pages or longer document. It hurts our eyes.

Only the creator of the file is able to generate an alternative version (e.g. HTML or plain text), so if you get a several hundred pages ebook from someone in, let’s say, pdf, getting a HTML version is rarely a possibility.

Then I did some USENET research, and here’s the solution[1]:

  1. If it is an Adobe PDF document, convert it to Adobe Postscript using pdf2ps
  2. Open the Postscript file in your text editor of choice, put the cursor at the end of the first line, and hit return.
  3. In the blank line which appears, write this:
  4. {1 exch sub} settransfer

    So if the first 3 lines were:

    %!PS-Adobe-3.0
    %%Creator: xpdf/pdftops 3.00
    %%LanguageLevel: 2

    After the change, the first four lines will be:


    %!PS-Adobe-3.0
    {1 exch sub} settransfer
    %%Creator: xpdf/pdftops 3.00
    %%LanguageLevel: 2

    3. Open the file using gv, and have the pleasure of reading white text on black background.

    (This trick inverts every color in the file, so everything will be better for on-screen reading. To revert the trick, just remove the line.)

    At least here, the default gv configuration did poor rendering. Adding -dINTERPOLATE to gs arguments (in gv options) does the trick. You can also add it to ~/.gv

    If the gs arguments were “-dFIXEDMEDIA”, just add

    GV.gsArguments: -dFIXEDMEDIA -dINTERPOLATE

    to ~/.gv

    Anti-aliasing is another must for decent rendering – if it’s disabled, try enabling it.

    [1] comp.lang.postscript thread on inverting postscript document colors

I love you

2008-01-19 by nunojsilva

Also available at gopher://sdf-eu.org/0/users/njsg/poems/i-love-you.

Everytime I grep you
My kernel panics
My heart goes overclocked
My breath sounds like a floppy drive

Every minute of the day,
As deduced by glibc,
I think of you,
I cat the cached version of you

Because I love you.

Found in my laptop, written by me, my and myself a few months ago.

Portuguese Winter

2008-01-13 by nunojsilva

I’m not the only one going bananas…

My banana plant is going bananas too!

IPQ? ISO? Não, obrigado!

2007-09-01 by nunojsilva

É oficial. Na nossa democracia (tal como em muitas outras democracias por este mundo fora), o procedimento usado pelo instituto nacional que rege a aprovação e manutenção de normas é: deixar as empresas que submetem as normas decidir (se tiverem dinheiro suficiente!).

Cheira-me a que isto é profundamente anti-democrático, mas deve ser apenas uma comichãozinha nas costas, já que, por cá, tudo se processa da forma mais democrática possível

Mas, contas feitas, há uns bons meses atrás, não me lembro de ter ouvido “Bill Gates ganhou as eleições legislativas com maioria absoluta”, mas sim “José Sócrates” ou “o PS”. Serão Bill Gates e José Socrates a mesma pessoa?

É que, depois de haverem portáteis a 150 € em que se paga à Microsoft pelo software deles (e em que não foi aprovada sequer a hipótese de distribuir software da Microsoft e software livre (o termo técnico para isto é monopólio, o que não cai nada bem na integridade de um governo)), e de ter sido permitido a esta empresa, que nem é europeia, presidir a uma comissão para votar o Microsoft OpenXML como norma ISO, e convidar as suas parceiras do costume do mercado nacional, e ainda negar o acesso às empresas rivais, impõe-se esta questão. E ainda outra: Portugal é uma democracia (ainda que representativa)?

Qualquer que seja a resposta às perguntas, só sei uma coisa: a partir deste momento, não vou ter em conta nem a ISO nem o IPQ para saber que normas, procedimentos e formatos devo usar, porque pelos vistos o que conta não é a qualidade, a utilidade nem qualquer outro tipo de atributo válido, mas sim a quantidade de dinheiro na conta bancária de quem faz a norma.

Cinco Pecados Mortais do WebDesign

2007-07-16 by nunojsilva
  1. São imensos os sites que insistem em recorrer a scripts para criar os seus menus, tornando-os, por vezes, inutilizáveis em navegadores sem suporte para JavaScript. Apesar de eu ter incluído um menu criado com scripts no meu site, tive ao menos a decência de usar um que não “falhava” por completo na ausência de JavaScript. Existem também menus que são feitos recorrendo a CSS, tornando possível obter algo igualmente útil e eficaz sem recorrer a scripts, e nestes tempos de mudança em que o CSS2 é suportado pelos navegadores mais utilizados (há vários meses, ou mesmo anos), torna-se preferível recorrer a menus CSS. Este é o pecado da substituição do CSS pelo JavaScript. Inclui também usar scripts para mudar as cores quando o apontador passa por cima de um objecto.
  2. Porque é que imensos sites continuam a usar JavaScript para redireccionar o utilizador? Os códigos na gama do 300 da especificação HTTP servem para isso e são muito mais úteis. Ah, e as metainformações do tipo http-equiv só servem para “estragar” o botão “retroceder”. Eis o pecado do esquecimento dos códigos HTTP para redireccionamento.
  3. Há quem insista em meter a informação da cor do texto em HTML e a informação da cor de fundo em CSS. Tal divisão não deve ser feita, viola as recomendações do W3C e pode levar a resultados estranhos. Mas vamos a ver. O que diz o W3C? É necessário especificar cor de fundo quando se especifica a do texto, e vice-versa. E isto está a ser cumprido. Ou não? Se um navegador não suporta CSS o que acontece? A norma é violada! Pecado da separação de informações de cor da frente e cor de fundo.
  4. Este é o caso mais irritante. Parece que imensos webdesigners neste planeta têm a vista toldada e pensam que só porque o navegador deles está configurado para apresentar fundo branco, todos eles funcionam assim. Funcionam? O links e o Firefox (nas versões mais recentes) usam um fundo cinzento claro quando não é especificada cor de fundo. E que tal começarem todos a meter a cor de fundo (em HTML, e não em CSS – pois em HTML tem maior alcance, embora a tendência seja para começar a usar o CSS)? Pecado da omissão da cor de fundo.
  5. Há também pessoal divertido, como os do outline.pt que acham giro fazer sites em Flash. Má ideia, por causa da parca acessibilidade para cidadãos desabilitados (como é que os invisuais redireccionam o conteúdo da página para o terminal de braille?) e pela falta de suporte (para os que ainda pensam que o x86 é a única plataforma que existe, e que são poucos os sistemas operativos existentes, convém dizer que existem imensas arquitecturas sem suporte para Adobe Flash Player…). Pecado do uso de Flash.

As Sete Maravilhas de um Mundo Desertificado e Massacrado

2007-07-08 by nunojsilva

Vamos lá a ver… a TVI teve a lata de comercializar algo que não tem valor, o património arquitectónico e cultural humano. Envolveu os mais altos níveis do capitalismo português e mundial num concurso que devia ser tudo, tudo e mais alguma coisa, menos patrocinado pelos senhores que mandam no circo que é o império das grandes empresas.

Há também quem diga que a UNESCO fica mal na fotografia por ter recusado atribuir relevo ao concurso (pelo menos foi a opinião de um historiador que se fez ouvir hoje no Telejornal da RTP1). Há quem fique felicíssimo por ver o turismo a aumentar por causa da entrada na lista.

Mas vamos a ver, afinal. O que é mais importante? O Coliseu de Roma, o Pártenon de Atenas, o Taj Mahal, o Cristo Redentor, a Estátua da Liberdade, &c? Ou o nosso planeta que, caso não mudemos as políticas actuais, poderá estar desertificado em menos de um século? Será mais “giro” ir a Lisboa ver um concurso de Sete Maravilhas do que garantir que nós podemos sobreviver mais de 20 anos?

Parece-me arrogantíssimo que a organização do evento tenha feito coincidir a apresentação das maravilhas com o Live Earth, cujo objectivo é muito mais sério, importante e nobre. Por isto, mesmo que não houvesse envolvimento comercial, o concurso já merecia um “pontapé no traseiro” por parte da UNESCO.

O pior é ver os vários portugueses que acharam “mais gira” a emissão da TVI. Não reciclem, não se preocupem, continuem a usar o raio das lâmpadas que apenas aproveitam menos de 10% da energia que consomem. Apenas a minha vontade de contribuir para o bem-estar mundial sem qualquer discriminação me impede de propor que, depois, estes sejam recambiados para um planeta mais de acordo com as suas preferências, algo como Vénus, enquanto os que cá ficam e se preocupam com o ambiente tentam reparar a asneirada que os amantes das maravilhas fizeram.

Por um mundo melhor.

Santiago Calatrava!

2007-06-28 by nunojsilva

Soube hoje que o Público vai eleger os sete horrores de Portugal. No meio de um concurso cujo resultado não vou nunca considerar, sugerindo também à UNESCO que nunca o faça, surge o oposto, fornecido pelo Público.

Posso ser culpado de não ter apanhado alguma fase anterior a tempo. Mas alguém me pode meter aí aquela que é, decerto, a pior construção de sempre? É que, não sei se sabem até chove e faz vento lá dentro, tudo porque um estúpido disse que numa estação não se está, e achou por bem preocupar-se só com a estética.

Será que ele alguma vez andou de comboio na vida?
E há outro pormenor: é capaz de ser até interessante vista de fora, mas por dentro só tem pilares a ocupar espaço e mesmo a jeito para se bater com a cabeça, paredes curvas e sem cor, elevadores que levam mais tempo a abrir as portas que uma pessoa a subir escadas, enfim, de tudo (o que é nojento) há lá um pouco.

Por favor, metam lá na lista a Gare do Oriente!

Polícia Internacional e de Defesa do Estado

2007-06-27 by nunojsilva

Apareceu mais um site em Portugal. Como não podia deixar de ser, com a participação da excelentíssima Microsoft Corporation

O site serve para denunciar conteúdos ilegais, incluíndo em tal lista pornografia infantil e incitação ao racismo e à violência.
Tudo bem. Embora eu tenha as minhas razões para contestar a possibilidade de este site funcionar como deve ser, vamos considerar que tal acontece.

Que tipo de conteúdos posso denunciar?
Numa fase inicial a interface que permite efectuar uma denúncia está restringida a conteúdo público armazenado na Internet. Numa fase posterior será incluída a possibilidade de denunciar conversas em salas de conversação públicas ou privadas, assim como mensagens de telemóveis. De notar que entretanto é possível denunciar este tipo de conteúdos através dos mecanismos de denúncia auxiliares como o E-mail e telefone mencionados na secção de contactos.

A Direcção Regional da Educação do Norte deve estar ao rubro! Um sistema de denúncias! Já não é preciso escrever recadinhos à directora da DREN!

Afinal a PIDE está de volta!

Não, não é o governo que tem razão!

2007-06-19 by nunojsilva

Toda a gente que seja minimamente inteligente e que tenha feito alguns exames nacionais percebe uma coisa:

São demasiado fáceis.

No de Português, bastaram algumas páginas, quase nenhuma gramática, etc.
No de Biologia e Geologia, ao invés do que aconteceu no ano passado, metem exercícios em que se verificam alíneas que é decorar e responder.
Estou para ver se em Física e Química também fazem o mesmo disparate. O ano passado o exame era aceitável. No entanto, imagina-se que, a acompanhar os restantes, este também diminua os critérios até ao nível do medíocre…

Portanto isto serve para dizer que, se o primeiro ministro vier a público anunciar algo do tipo “Nos últimos exames houve muitos mais alunos a passarem. Quem foi que melhorou as condições? Foi o PS! E nos anos anteriores? Você, senhor deputado. E no entanto apenas XX% é que conseguiram passar!”, não deve ser interpretado como o Sr. Primeiro Ministro e Licenciado em Engenharia Civil pretende que seja.

Se houve mais alunos a passarem, se houve melhoria nas estatísticas europeias, se Portugal apresenta mais candidatos ao Ensino Superior é porque, depois de uma política em que se mete os pés pela cabeça e não se exigem exames a todas as disciplinas, o Governo foi mais longe, e teve o mérito de tomar uma decisão sua (porque a reforma, pelo que sei, já estava a ser elaborada muito antes da era Sócrates) e ajudou as estatísticas: este ano os exames vão ser todos fáceis. Se houverem dezenas de vintes a Matemática, não é porque todos eles sejam de facto bons alunos. É porque os não-tão-bons e os maus têm, servida de bandeja, a hipótese de ganhar um canudo que os aprova no secundário, mas que em termos práticos de nada serve para entrarem preparados no Ensino Superior. E, claro, os bons vão ficar invisíveis no meio da porcaria toda porque não podem ter mais de 20.

Anuncio desde já a previsão para o ano que vem: Sócrates reduz escala de zero a vinte para um único valor: de dezanove a vinte. Será o derradeiro passo, todos os alunos terão notas excelentes! As estatísticas subirão! Mais fundos virão para Portugal! Até que um outro país da União Europeia peça uns quantos engenheiros emprestados a Portugal e, dos que foram formados por esta nova política, estarão todos a investir o seu tempo nalgo mais sério que este país… os outros… também! E os que não foram formados, apesar de terem concluído o secundário, parecem-se com as pessoas dos cartazes “Este é o/a … que não acabou os estudos”.

DISCLAIMER: Qualquer insulto, crítica, reparo que aqui esteja presente no que respeita ao sistema educativo, à forma como ele se organiza, e aos instrumentos de avaliação do Gabinete de AValiação Educacional do Ministério da Educação, deverão ser interpretados literalmente, pois tratam-se de puros exercícios do direito público à opinião, tal como reconhecido em tratados internacionais invioláveis, artigo décimo nono.

Microsoftgate

2007-06-16 by nunojsilva

Não sei que nome devo dar a isto. Trata-se de um caso entre a Microsoft, o Bill Gates, o José Sócrates, Engº?, e o Governo Português. Como não conheço as regras de nomenclatura dos “gates”, e como Microsoft-Gates-Sócrates-Luso-gate fica demasiado comprido para o meu gosto, opto por Microsoftgate.

A questão principal é simplesmente esta: a Microsoft foi escolhida para um projecto onde irá receber dinheiro do Governo em troca de vários produtos. Uma transacção comercial. E um negócio do estado está sempre sujeito a um concurso público. Que não foi realizado. Ou seja, a Microsoft foi escolhida violando as regras do próprio Estado.

Mas temos também outras ramificações. Arrisco dizer que o Sr. José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa conseguiu bater o recorde da estupidez ao reunir num único protocolo com uma empresa motivos suficientes para ser odiado pelos que pretendem a redução do défice, pelos que pretendem um maior crescimento económico, pelos que seriam “beneficiados” pelo projecto, por aqueles que não teriam tal “benefício”, pela oposição, enfim, por quase toda a gente.
A primeira gaffe do Sr Sócrates foi admitir que os computadores têm um preço de mercado de 800 euros. Admitiu afinal que as pessoas iam ter de pagar 430 euros a mais ((35-5)*36+150-800).

Depois admitiu que iam ser usados sistemas operativos com custo de mercado de 600€. Quem paga a diferença?

As pessoas apercebem-se cada vez mais da aldrabice. Sócrates mantém a postura do “É bom!”.

É anunciada também outra medida: será criada uma plataforma de elearning, de autoria da Microsoft, para transmitir os conhecimentos básicos das Tecnologias de Informação e Comunicação aos cidadãos portugueses, supostamente acessível a todos os que o queiram consultar. Não parece que assim seja. Depois de a Microsoft ser a única a aplaudir a medida do governo, descobre-se que não é só o conceito de Lei que o Primeiro Ministro não percebeu. É que “Acessível a Toda a Gente” quer dizer mesmo isso, não é uma sinédoque… acho que alguém faltou mesmo a algumas aulas na universidade.

Democracy, Freedom Of Speech and an Engineer

2007-06-16 by nunojsilva

The question “Should we place ‘Engineer’ after ‘José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa’” is far from being answered, with the person behind the divulgation of the “dossier” being accused in the judicial inquiry about the academic life of our Prime Minister.

I’ll wait to see what’s the result of the inquiry. But, considering what happened in the North a few weeks ago (a teacher got unpromoted after commenting the “title” of the PM), I’ll not be surprised if Mr. António Caldeira goes into jail. But I’ll be surprised if Mr. Socrates survives more than a couple of months…

I am not a polician, but I believe there are some rules about what should not be done. And putting a large amount of people against ourselves must be one… actually, lots of teachers are against the Minister of Education and her “Estatuto do Docente”, the people from the south margin of Tagus are against the Minister of Public Works (he said that there would be no benefits in building the new Lisbon airport there because it’s a desert), students and (more) teachers are agains the Minister of Education because of the “new version” of the portuguese grammar, even more teachers are against the government (because of that incident with the teacher who joked about the prime minister) and the FLOSS community is also against it (because the government violated the law to choose Microsoft as a partner).

The last time a large amount of people were against the government was just a couple of years ago, when Santana Lopes did the biggest mess ever seen, and ended with the President of the Republic (Jorge Sampaio) dissolving the parliament… and I’m really having a déjà vu feeling…

Mário, esta é para ti!

2007-06-15 by nunojsilva

Encontrei hoje nos fóruns do Greenpeace um post sobre outra forma de aproveitar a energia solar.

O sistema usa o mesmo mecanismo que as parabólicas: espelhos curvos concentram a radiação solar no centro. Só que em vez do ponto central da parabólica, neste caso temos um tubo central. O calor obtido é então usado para produzir vapor de água que é, por sua vez, enviado para as turbinas, onde se produz corrente eléctrica.

O governo nunca teria desculpas para não investir nisso, para mais agora que o Sr. Dr. Arqueólogo Mário “Indy” Lino esteve a fazer investigações nos terrenos tenebrosos da Margem Sul e descobriu o até agora desconhecido Deserto do Seixal, e uma vez que o governo tem dinheiro para gastar.

Sinceramente, acho que, depois de um acordo para, em vez do Lisboa – Dakar, termos o Lisboa – Seixal, não custa nada dar mais um passo e montar A Grande Central de Aproveitamento de Energia Solar do Deserto da Margem Sul…

Richard and Ciarán on GPLv3

2007-05-25 by nunojsilva

It could be just another afternoon in the new portuguese spring (just a season in which you get hot sunny days mixed with cold and rainy winter days, and just a few spring days), but this one had something important.

This thursday afternoon was really different because on Forum Picoas, Lisbon, there was an event about the new version of GPL, the GPLv3. It started with a brief and interesting introduction, made by the president of ANSOL and the SAPO founder, and then we got explanations on the main changes between GPLv2 and GPLv3 from the man behind the license and the foundation: Richard Stallman.

Then, there was another speech by Ciarán O’Riordan, who explained the revision process in detail, focusing the important poins, like tivoisation.

Loved it. My main concern now is to buy a digital camera so the next time I can take some exclusive photos and share them :-)

Propriedade Intelectual, Investigação e Desenvolvimento

2007-05-14 by nunojsilva

Como não podia deixar de ser, uma certa empresa sediada em Seattle não pode passar nem um dia sem dar nas vistas. E normalmente não é por bons motivos. Depois de já ter dado nas vistas com o Vista, agora aparece numa péssima fotografia: acusa programas FLOSS, especialmente o GNU/Linux, de infringirem patentes de software.

Background histórico

Richard Matthew Stallman é o homem por detrás do que nos permite ter hoje o software livre. Numa altura em que a regra ainda era a de todos poderem alterar o código de programas (o próprio sistema UNIX era inicialmente distribuído na forma de código fonte – era pago, mas era livre – e foi assim que conseguiu marcar a comunidade, parte do desenvolvimento incluído no UNIX era proveniente de alterações feitas pelos utilizadores), previu um futuro não tão feliz, e redigiu a GPL.

Honra?

Segundo a própria Microsoft, trata-se de uma questão de honra, de honrar a propriedade intelectual, isto dito pelo presidente, Steve Ballmer.
Ballmer vai ainda mais longe e afirma que a comunidade tem de “jogar pelas mesmas regras que o resto do negócio”, e que “o que é justo é justo”.
Se há algo lamentável nisto tudo, é até onde isto chegou. Dantes, investigava-se para o bem da Humanidade. Matemáticos criavam teorias, investigavam fórmulas, tudo isto para permitir melhorias noutras áreas, como por exemplo na construção de instrumentos para a expansão marítima, médicos investigavam vacinas para combater doenças como a raiva, havia quem criasse inventos para facilitar a vida a outros e tornar tudo mais justo.
Mas actualmente surgiram pessoas que andam de fato e que se preocupam principalmente em obter alguma coi$a com as descobertas. Pior ainda, chegaram, conquistaram, e agora insistem em afirmar que esta é a única maneira das coisas funcionarem, que de outra forma haverá uma queda da economia.

Orgulho, admiração e generosidade

Se for feita uma análise ao passado, a tudo aquilo que antecede o capitalismo que existe hoje em dia, encontramos pessoas como Benjamin Franklin, dispostas a dar as suas descobertas à humanidade:

… as we enjoy great advantages from the inventions of others, we should be glad of an opportunity to serve others by any invention of ours; and this we should do freely and generously.

Era assim que as coisas funcionavam antigamente, e funcionavam bem. Em vez de uma pessoa esconder a invenção e cobrar pelo seu uso, partilhava.
Portanto se há alguma questão de honra, é a de partilhar as descobertas.

Ficamos no quê?

Não sei, sinceramente, quais são as patentes que a Microsoft diz deter e que afirma terem sido violadas. Só sabemos a quantidade. Okay, elas podem nem existir, pode ser apenas uma manobra da Microsoft para fazer medo (uma manobra muito mal idealizada, diga-se).
Mas podiam dar-se ao luxo de inovar nalguma coisa, e passarem a contribuir com descobertas que facilitem o futuro da humanidade. Na minha opinião, é melhor para uma empresa, ou pessoa, ser recordada por ter feito uma descoberta grandiosa que facilitou a vida a todos, do que por se esforçarem para edificar o 1984 de George Orwell.

Para o caso de eles começarem a cobrar também pelo uso do nome da empresa, avisem para eu correr o sed neste artículo e alterar Microsoft para Monopolysoft ou algo parecido. Como por enquanto isso não aconteceu, fica assim.
Microsoft e Vista são trademarks de Microsoft Corporation.

E esta é porque o Linus é um tipo porreiro que realmente faz algo de jeito na vida:
Linux é uma trademark de Linus Benedict Torvalds.

Israel and Palestine

2007-04-26 by nunojsilva

On June 15, Deputy Prime Minister Ehud Olmert answered readers’ questions on haaretz.com.

It seems to be just an interview with the israeli prime minister, so here goes the first question:

What would be Israel’s likely response to any further attacks launched from the Gaza Strip once Israel has withdrawn from the area?

Now, I read Mr. Olmert answer:

Naturally, if there will be terrorist attacks on Israel after pulling out of the Gaza district, we will respond in an effective way to stop terror. Pulling out and disengaging from Gaza will allow us to separate the Jewish population from the Palestinian population, but in no way will we stop our war against terror if it continues.

There is nothing bad in wanting to fight terrorism, even if the choosen way is not the best. But focus on the part where he says will allow us to separate the Jewish population from the Palestinian population.

And then, in the answer to the second question:

We have to separate Jews from Palestinians. Therefore, we’ll have to pull out of the areas densely populated by Palestinians and make sure that Israel has a stable and permanent Jewish majority in the State of Israel. Or in other words, maximum Jews and minimum Arabs.

So Mr. Olmert objective is to put Palestinians out of Israeli territory (and also getting Israel people out of Palestine, I read that). Considering these people were born at Israel and this is their land, it would be rude to tell them they have to leave. I’d like to ask him why should not Palestinians be able to live inside Israel and Israelis live on Palestine, but that’s not what I want to focus.

I think there was another man, some decades ago, with the same objective, build a country/empire for just one race, and it was needed to keep the other races away from this one – lots of people died, specially jews. And everyone (Israel included) believe that it was wrong and should never happen again.

Why is Mr. Olmert not learning from the past mistakes? May I suppose he wouldn’t like nazis allowing jews to stay? Maybe Mr. Olmert agrees with the Holocaust, otherwise he wouldn’t want to repeat the same great idea – at least IMO I think he should spend his time worrying about more important issues, like understanding that not every palestinian is a suicide bomber (probably just a small fraction of their people supports that idea), and that putting palestinian and israeli under the pressure of the army will just make it worse.

Dia da Memória

2007-04-21 by nunojsilva

Perspectiva internacional

Vários países e comunidades celebram anualmente dias de memória do Holocausto levado a cabo contra os judeus durante a Segunda Guerra Mundial, nomeadamente o Reino Unido, Holocaust Memorial Day[1], o Estado de Yisra’el, Yom HaZikaron laShoah Ve’laGvura[2], a Alemanha, a Itália e a Polónia[1].

Por mais que se ouçam críticas por os israelitas ainda não terem esquecido o Holocausto, no panorama da paz e da democracia, faz todo o sentido relembrar o genocídio passado, de forma a que sejam honradas as vítimas da injustiça e que de futuro nunca mais aconteça nada semelhante.

Em Israel, este dia compreende documentários sobre o Holocausto nas televisões, canções especiais na rádio, e o país inteiro a congelar durante dois minutos, e não implica um dia sem se trabalhar (ou pelo menos é o que parece, não encontrei nada que implicasse parar de trabalhar nesse dia a não ser os tais minutos[2]).

No Reino Unido, também são realizados eventos especiais, e as Nações Unidas aprovaram a existência de um dia de Memória internacional[3]. No entanto, é pouco. Estes dias relembram especificamente o Holocausto, e também os outros genocídios. Mas, em todos os locais onde se comemora, ou o Holocausto é o único genocídio relembrado, ou então é aquele sobre o qual recaem as atenções dos que relembram.

Portugal

A não ser que algo esteja a ser cozinhado neste momento, não existe nenhum dia em que se relembrem as vítimas destes massacres.
Faço então questão de propor não um Dia da Memória das Vítimas do Holocausto Nazi mas sim um Dia da Memória das Vítimas dos Genocídios. Um dia, tal como todos os outros, de comemoração anual.

Um dia em que seria concedido todos os anos à mesma hora, um número a definir de minutos de silêncio. A basear-se no caso israelita, talvez não fosse má ideia colocar sirenes de bombeiros e buzinas a tocar.

Nesses minutos de silêncio, todos os serviços do Estado e empresas em que o Estado tenha representação administrativa maioritária promoveriam a pausa dos
serviços não essenciais, incluindo serviços de transporte de pessoas, bens e mercadorias, transmissões televisivas e radiofónicas, trabalho legislativo, diplomático e militar, de secretaria e de administração de serviços. Parariam também os eventos desportivos que estejam sob a alçada de instituições geridas pelo estado.

(Excluir-se-iam obviamente serviços essenciais tais como: intervenções médicas, cuidados médicos, fornecimento/venda de medicamentos, cedência/venda de alimentos básicos e água, serviços de comunicação nacionais, globais e de emergência, retransmissão de canais de televisão e rádio sediados em território estrangeiro e manobras militares de guerra e defesa.)

E durante todo o dia, as televisões e rádios filiadas ao estado teriam a obrigação de transmitir conteúdo especial em memória dos genocídios.

Será que alguém se vai lembrar de uma coisa assim?


Referências

  1. Holocaust Memorial Day (UK)
  2. Yom HaZikaron laShoah Ve’laGvura
  3. International Holocaust Remembrance Day

Férias

2007-04-20 by nunojsilva

Todos os anos é a mesma coisa: ninguém sabe quando calham as férias da Páscoa, e diz-se sempre que o terceiro período é curto demais e que aí pouco se pode fazer, passa depressa.
Este ano vou estar sujeito a um terceiro período de oito semanas. Faz sentido? Depois de três meses de segundo período?
Se a ideia é dar férias e dividir o ano escolar em três partes, faria muito mais sentido uma divisão homogénea, e as férias deixariam de calhar na páscoa.

A decadência de Bill Gates

2007-04-19 by nunojsilva

E eu que até respeitava o Bill Gates como pessoa… Mas afinal ele é uma pessoa que envia faxes a sugerir que as pessoas tornem a compatibilidade dos computadores com outros sistemas operativos mais difícil…

Não seria mais lógico investir o tempo dele na melhoria dos produtos da Microsoft? Nããã…. é um desperdício de tempo e dinheiro…

Mas quando vem ao de cima um documento que mostra quem Bill Gates é realmente, as pessoas ficam a saber.

Democracia à Americana posta à prova

2007-04-17 by nunojsilva

Será que os congressistas conseguem respeitar aquilo que terão decerto assumido quando tomaram posse (se não o fizeram simbolicamente, pelo menos têm de o fazer de acordo com a lei (espero), porque sem se ter de cumprir uma coisa destas apenas pode surgir a anarquia…)?

I pledge allegiance to the flag of the United States of America, and to the Republic for which it stands, one Nation under God, indivisible, with liberty and justice for all.

Em português:

Eu prometo lealdade à bandeira dos Estados Unidos da América, e à República que representa, uma Nação sob Deus, indivisível, com liberdade e justiça para todos.

É que, segundo funcionários que violaram sigilos a que estavam sujeitos para fazer saber o esforço a que se dão algumas empresas monopolistas (leia-se Microsoft) para fazerem valer a “justiça” (leia-se para fazerem o que convém ao Bill Gates), a pressão da tal multinacional que nada de mal faz é bastante.

Vergonhoso. Se o Presidente Bush tiver algum pingo de decência, viria a público criticar esta multinacional, mas não….

Democracia? Só se for dos que mandam… porque lá se não se for congressista, presidente, vice-presidente ou secretário de estado, não se tem nada. Se é desta democracia à americana (e à Portuguesa também, infelizmente), mais vale optar por uma das citações de Churchill…

It has been said that democracy is the worst form of government except all the others that have been tried.

Sir Winston Churchill

Legendas ou mencoder e dor-de-cabeça (e paracetamol)?

2007-04-09 by nunojsilva

Depois de horas (dias) perdidos a tentar, sem sucesso, meter o mencoder a respeitar um bitrate negativo (era suposto não ficar com 50 MiBs a mais que o pedido), consegui resolver o problema de raiz.

Decidi-me, depois de pesar os prós e contras (pouquíssimos) a procurar em vários fóruns por um firmware decente para o meu Mitsai MT009 com chip MT1389DE. De preferência, um que não me coma a segunda linha das legendas.

Foi só recorrer à Bourne Again SHell:

$ wget http://cosmos.oninetspeed.pt/zapata07/files/Mitsai_009.hyujinV2.zip
$ unzip Mitsai_009.hyujinV2.zip
$ cdrecord -v -dao speed=4 dev=/dev/hdc Mitsai_009.hyujinV2.iso

(Para quem prefira outras shells ou use sistemas da treta (leia-se Windows) eis o essencial:

  1. Transferir o ficheiro http://cosmos.oninetspeed.pt/zapata07/files/Mitsai_009.hyujinV2.zip
  2. Extrair o seu conteúdo
  3. Gravar a imagem ISO a 4x no modo Disk At Once (DAO)

)

Bem, fica-se a ganhar em imensos aspectos. Um grande obrigado aos autores do firmware. Até o wallpaper é bem mais agradável :-)

No comment

2007-03-30 by nunojsilva

Tradução livre de uma pérola de uma arca de tesourinhos deprimentes da USENET:

“Insha Allah, eu estou agora a tentar escolher um editor para o meu trabalho de desenvolvimento e escrita de software. Estou quase a escolher o Emacs, que satisfaz as minhas necessidades. No entanto, eu – e os meus colegas – pressinto um grande problema de segurança com o mesmo: o Emacs foi amplamente desenvolvido por Judeus para Judeus. Considerando o quão maléficos os Judeus são, não me surpreenderia saber que eles têm escondido falhas e armadilhas especiais dentro do emacs, com o objectivo de espiar e impedir o trabalho dos meus colegas. Terão os meus receios fundamento?”

Mensagem original no gnu.emacs.help

Educação?

2007-03-22 by nunojsilva

Aula de auto-avaliação, numa escola perto de si…

Hoje foi o penúltimo dia de aulas do segundo período, e foram só auto-avaliações.
Mas o ponto alto não foram as notas, não houve ninguém a contestar uma nota por, na sua opinião, merecer outros valores nalgumas componentes menos seguras da avaliação. Não foram pessoas a criticar o seu desempenho. Foi, isso sim, uma discussão calorosa porque duas colegas minhas estavam bastante interessadas em convencer a professora a não contar com um dos três testes para a nota.

Verdade seja dita, ela tinha de facto dito inicialmente que seria apenas uma ficha formativa e contaria menos para a nota. Mas depois disse que tinha corrigido como se de um teste se tratasse.

Mas acaba por ser a mesma coisa. São elementos de avaliação. Se o aluno, quando tem bom desempenho, merece ter esse desempenho contabilizado, também merece ver a sua nota a ser ponderada com base nos maus resultados. Se o aluno não tirou boa nota, que esclareça ele os problemas – se for falta de estudo, é com ele mesmo, se for por achar o método de ensino inadequado, que fale com o professor (neste caso, professora).

Assim, estaria tudo bem. No entanto, pedir ao docente que não olhe para a nota de um dado teste é bastante diferente de pedir um teste extra para compensar. A primeira opção entra em ruptura com o objectivo de ter uma nota afixada na pauta todos os períodos, e de se desenrolar um processo de avaliação contínuo, enquanto que a segunda opção implicaria apenas mais um elemento de avaliação.

Mas não posso deixar de notar que estas raparigas irão, decerto, longe: “correu mal a muita gente, pode contar apenas com os outros testes?”. E que tal pedirem depois que contem apenas as médias finais do 12º ano sem contar com os exames porque “os exames correram mal”?

Não só há professores que não se esforçam por honrar a sua profissão, não só há alunos que “se estão marimbando” para isto, como também temos alunos para os quais a escola é apenas uma questão de tirar a melhor nota possível e tentar entrar na universidade.

Acho que falta aqui uma coisa qualquer, qual é o termo mesmo? Para que serve a escola… era uma coisa começada por “a”, “a”-qualquer-coisa… “Aprender”?

Poupar água gastando dinheiro

2007-03-22 by nunojsilva

Todos os dias, os canais de televisão arranjam algo para nos impressionar. Depois de a TVI ter trazido ao público outro BB, agora Bellas & Burras em vez de Big Brother, e d’A 2: ter mudado – novamente – de imagem e estatutos (algo que me parece desnecessário se feito com demasiada regularidade), hoje a sorte calhou à RTP 1.

Parecia ser um telejornal como todos os outros, até que aparece uma reportagem sobre como poupar água. Para não ser muito extenso, deixo aqui os pontos principais:

  • Comprar um pequeno dispositivo (11€, se não estou em erro) de metal para regular as descargas do autoclismo
  • Comprar um pequeno dispositivo chamado “regulador de caudal” (9€) para diminuir o gasto de água do chuveiro
  • Comprar reguladores de caudal para as torneiras

Perdoem-me, deve ser a minha ignorância a vir ao de cima, mas se já é ridículo pagar 11€ por algo que se obtém usando um autoclismo que nos permita regular a descarga (sim, existe disso!) ou enchendo uma garrafa com água e metendo-a no depósito do autoclismo, propor a compra de reguladores de caudal é esticar isto até aos limites da estupidez humana! É que eu tinha a impressão que isso já existia, e que se chamavam torneiras. Mas não, estou errado. São inventos únicos, que merecem ser abordados no telejornal pois permitirão ao povo gastar menos água.

Realmente vale a pena um investimento de 50€ (um orçamento até bastante modesto para as torneiras e outros dispositivos que grande parte das pessoas possui) para poupar água.

Aulas de Substituição

2007-02-21 by nunojsilva

Nos últimos meses têm-se verificado protestos, cartoons, notícias (entre outros) sobre as aulas de substituição. Mas será que elas servem para o que deveriam servir? Está o Ministério a prestar o serviço que deveria prestar aos seus estudantes? Ou trata-se de uma política que pode ser melhorada para ficar mais próxima da perfeição?


O estado da situação

Supostamente, uma aula de substituição resume-se a uma aula que ocorre em vez da que ocorreria em circunstâncias normais (na presença do(s) professor(es) que a deveriam executar). E é esse o conceito ainda largamente usado e aceite, e penso ser também a visão do Ministério da Educação.

Mas a realidade da aplicação deste conceito nem sempre corresponde ao original, e a necessidade de o fazer também pode ser colocada em causa, mesmo que as aulas de substituição sejam aplicadas correctamente.

Do norte ao sul do país assistiu-se a vários actos de manifestação contra a aplicação deste tipo de aulas. E podemos dividir os alunos que participaram nesses protestos em dois grupos: o daqueles que simplesmente defendem a doutrina de quanto menos aulas melhor, e aqueles que, de facto, lutam pelo direito a uma educação justa e eficaz.

O que deve ser feito?

Uma das questões que se impõe, logo à partida, é sobre o tipo de aulas. Desde o início do ano lectivo que o aluno está sujeito a um horário que, teoricamente, deveria ser definitivo (na prática verifica-se uma deficiente gestão dos horários que leva a inúmeras alterações consecutivas, mas não nos debrucemos sobre esse assunto). Justifica-se, num furo de Matemática, que seja leccionada uma aula de Português? Não. Por melhores que sejam as intenções dos docentes envolvidos, a atenção deverá estar centrada na disciplina que se pretende substituir, ou seja, deve mudar o professor, mas a disciplina tem obrigatoriamente de ser mantida, respeitando os números de aulas semanais previstos para todas as disciplinas.

Se um professor conhece a turma e sabe onde vai na matéria, sabendo exactamente a abordagem a realizar e o que exigir dos alunos (tendo portanto um plano para cada aula previamente estipulado), convém a esse professor que, na sua ausência, alguém venha abordar os temas que ele deseja abordar, mas de uma forma diferente, correndo o risco de causar interpretações incorrectas, ou de prejudicar o trabalho de algum aluno, obrigando assim o professor que está a faltar a ter de alterar os seus planos para as aulas seguintes de forma a remediar estes pormenores? Claro que não. Nalgumas escolas, já se faz um esforço neste sentido existindo a transmissão de um plano de aula entre o professor da turma e o professor substituto. Uma solução que acaba por, na medida do possível, evitar os problemas mencionados.

Uma outra questão que foi entretanto levantada(1) e com razão é o facto de os alunos na maioridado ou perto dela já serem senhores de si e saberem gerir o seu tempo. Esta questão tem duas faces. Se as aulas de substituição forem devidamente implementadas, e forem tal e qual uma aula normal, concordo que os alunos sejam obrigados a comparecer à aula, uma vez que nas aulas ditas normais não podem faltar sem justificação. No entanto, se as aulas de substituição não forem o que delas se espera, os alunos deverão ter carta branca para abandonar a sala. E não digo só os do secundário. Também os do básico deverão ser reconduzidos para os espaços lúdicos da escola, sendo simplesmente obrigados a permanecer no recinto escolar (excepto nos últimos blocos da manhã e da tarde). Já os do secundário deveriam poder abandonar a escola livremente numa situação destas.

Recursos Humanos

O grande problema que impede o plano da Srª Ministra de funcionar correctamente é que as escolas não têm os professores que seriam necessários para este tipo de sistema. Mesmo tendo dois professores substitutos por disciplina, poderia ser necessário mais um. E a ministra não peca por permitir a falta de recursos. Peca por permitir que em caso de falta de recursos tudo seja feito como se houvessem recursos. Se um professor de Português é o único disponível para dar uma aula de substituição de Matemática, simplesmente não a deve dar. Não é da sua competência. E respondendo já à questão que algumas escolas iriam impor: “Para onde vão os alunos?” Simples. A escola tem espaços como bibliotecas, campos de jogos, mesas de pingue-pongue, e outros recursos do género, e é para aí que deverão ser recambiados os alunos (no caso de não serem autorizados a sair da escola). Nesses espaços já há funcionários, pelo que os alunos nunca ficariam fora da vigilância, se é isso que preocupa a Srª Ministra e os outros responsáveis.

Numa escola onde isto seja possível, e onde o mesmo professor seja chamado para substituir um seu colega numa aula da mesma disciplina, os alunos deverão ser obrigados a assistir às aulas. Isto na condição de existir um plano de aula delineado entregue ao professor substituto pelo professor que falta. Na ausência destas condições, não custa nada gerar menos confusão e criar um sistema de aulas de substituição mais dinâmico, libertando o professor substituto para as tarefas em que ele tem, de facto, competências, e que pode realizar sem receber críticas.

Mudar para melhor

O problema não é dos professores, não é dos alunos, é pura e simplesmente do sistema. Se há alunos que só se interessam por não ter aulas, não é com esses que o sistema se deve preocupar, é com os que se interessam realmente na matéria, e na disciplina e que só reclamam a falta de um serviço de qualidade: mais vale ir estudar para um sítio do nosso agrado do que estar numa sala com um professor de outra disciplina e possivelmente com ruído de fundo (leia-se conversas e mais conversas entre os outros colegas) – um dos cenários mencionados nas várias notícias sobre o assunto -, ou estar a aprender algo que nada tem a ver com a disciplina que devia ser leccionada no bloco em questão.

Esta é a triste realidade do nosso sistema educativo. Implementa-se uma situação, e deixa-se cada escola fazer à sua maneira algo que já se viu ser impossível. Mais vale tirar a sobrecarga deste sistema e usar o potencial que ele tem apenas em aulas de substituição de qualidade.

Bibliografia

1
Shreck, Inês; Machado, Artur; Escola não se organiza e os professores não se empenham, http://jn.sapo.pt/2007/02/11/tema_de_domingo/escola_se_organiza_e_professores_se_.html (Consulta de 2007-02-13)

O Windows é o melhor para edição de vídeo… ou não?

2007-01-31 by nunojsilva

Finding Nemo, Monsters Inc, The Incredibles, Toy Story, The Lord of The Rings, I, Robot, Titanic, Last Samurai, Harry Potter and The Goblet of Fire, Superman Returns, Charlotte’s Web, Cats & Dogs, Planet of the Apes, …

O que têm estes filmes todos em comum? Não, não foram produzidos pela mesma empresa.

O que os une é algo que se prende com as decisões técnicas das empresas que os produziram. Por exemplo, a ILM, uma empresa da LucasFilm, há já algum tempo que usa linux e UNIX.

Aliás, filmes como Star Wars – The Attack of The Clones (que foi o primeiro de todos a ser produzido em Linux), são fruto de inúmeros processos de produção efectuados em workstations com linux.

Para quem quiser uma lista de empresas que usam linux na produção de filmes (entre elas a ILM e a DreamWorks SKG), pode consultar o Movie Making Manual, e um artigo da LinuxJournal sobre a migração levada a cabo pela ILM.

Os mais cépticos podem ver que isto trata-se pura e simplesmente da verdade consultando um documento sobre os postos de trabalho existentes na ILM disponibilizado no próprio site oficial.

Sim, conclui-se que o Windows é tão bom ao ponto de ser o melhor para edição de vídeo. Tão bom que todos os filmes que passam semanalmente nos cinemas são feitos com o tão famoso sistema operativo de Redmond.

Coreia do Sul

2007-01-31 by nunojsilva

Para os meus colegas que passam a vida a dizer que o windows é bom, eles que leiam algumas das diferenças entre o XP e o Vista. ET phone home. E ainda: não se admirem caso o computador seja encerrado e deixe de funcionar depois de mudarem de hardware, é que agora o Vista tem carta branca para encerrar o computador. O que falta? Dar-lhe ordens para nessa ocorrência ele explodir com o computador? :-\

E agora que já li o meu discurso sobre o lançamento do Vista e que já enviei uma carta a criticar a (im)parcialidade do canal de televisão estatal no que respeita a lançamentos de software, eis algo que merecia ser transformado numa notícia.

A Coreia do Sul é uma ditadura.

Independentemente do sistema político, a partir do momento em que, por causa de uma simples escolha, a liberdade dos cidadãos fica restrita, sendo obrigados a usar o sistema operativo da multinacional norte-americana… deixa de ser democracia ou qualquer outro tipo de regime não-ditatorial.

A escolha é vossa. Se quiserem embarcar num mundo como esta Coreia do Sul, e picar um bilhete só de ida para 1984, usem o Vista. Se preferem ser senhores de vocês próprios e evitar um caminho que quase se parecerá com a Matriz (Matrix) no futuro, em que as máquinas, ou os mais poderosos, controlam tudo, é esta a altura para tomar a decisão certa e saber dizer não.

SLB

2007-01-29 by nunojsilva

Zizou-Materazzi

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Choque Tecnológico

2007-01-24 by nunojsilva

A minha escola é uma das únicas que conheço que se dá ao luxo de ter vários serviços de última geração para oferecer aos seus alunos. Fantástico. Se não fosse ainda vivermos no século dezanove.

Não basta não haver mais que um ou outro professor a recorrer a estas ferramentas, que foram implementadas com o estilo que já se tornou constante neste ambiente educativo: quando são apresentadas duas opções, a escolha é imediata: Olhe, quero aquela ali, a número 2, a que me parece pior.

O pior é quando ainda se recorre ao papel para transmitir informações extra que podem ser uma mais-valia para os alunos: folhas de papel, num dossier na reprografia: folhas sem ordem aparente a não ser uma numeração inconsistente. Folhas de papel que não têm uma estrutura lógica reconhecível a olho nu. Folhas de papel em que a mesma coisa aparece escrita mais do que uma vez. Folhas de papel em que aparecem, em vez de simples listas com marcas, as elaboradíssimas listas de corações, losangos, dedos indicadores, que lembram trabalhos de raparigas do básico. Folhas com erros aqui e acolá.

E para acompanhar, o aperitivo – várias folhas sobre o resumo: numa indica que a quantidade de palavras deve ser de um meio ou um terço do texto original. Na outra imediatamente a seguir, menciona um quarto. Não sei se fiquei a saber mais ou menos depois de ler estas folhas sobre a arte de resumir. Mas uma coisa é certa: deve ser uma nova funcionalidade destes sistemas de tecnologia de ponta. Um meio é igual a um terço que é igual a um quarto.

(E eis o ponto crítico – estas fichas foram lá colocadas por uma professora, até bastante veterana na sua profissão.) Onde já vai o ensino em Portugal… mais parece que as novas tecnologias contribuem para a burrice colectiva :-\

Choque tecnológico? Deve ter ficado no pára-raios…

HOWTO Disable GTK+ File Chooser in Firefox and Thunderbird

2007-01-19 by nunojsilva

Unfortunately, Firefox and Thunderbird are now using the buggy GTK+ File Chooser by default.

This file picker has some issues. First, if you don’t enable gnome-vfs as the file chooser backend, it will not update the file list when files are added, removed or modified. Worse: it will not recognize any change made with the GNOME configuration editor (what has gnome to do with GTK?), if you have a ~/.gtkrc-2.0 file, unless you change it.

It has also what seems to have a bug when it is used as a folder picker (see GNOME bug 398117). Or is it a feature?

And, even one of the heaviest desktops has a fast file picker (kde); but the GTK+ one (which should not be directly related with GNOME, like the QT one, but that’s not what is happening), is the slowest one, and locks up the computer for a couple of seconds when browsing large folders.

The “native” file picker supplied with Firefox and Thunderbird may be used instead of the GTK+ one – it may not offer extended features like the GTK+ one does, but IMO, even a simple dialog with a textbox to enter the path would be better than the GTK+ file picker.

Just follow the instructions supplied at Extension and tricks for a better integration of Firefox into Linux and KDE (despite the page title, it does what we’re looking for):

In Firefox/Thunderbird 2.0:
Use the config editor and change ui.allow_platform_file_picker to false

.

In Firefox/Thunderbird 1.5:
Look for nsFilePicker.js at the following locations:

  • /usr/lib/firefox/components/
  • /usr/lib/mozilla-firefox/components/
  • /opt/firefox/components/
  • /usr/lib64/mozilla-firefox/components/

And change


function (compMgr, fileSpec, location, type)
{
debug("registering (all right -- a JavaScript module!)");
compMgr = compMgr.QueryInterface(Components.interfaces.nsIComponentRegistrar);

compMgr.registerFactoryLocation(FILEPICKER_CID,
"FilePicker JS Component",
//@line 278 "/builds/tinderbox/Fx-Mozilla1.8.0....
"",
//@line 280 "/builds/tinderbox/Fx-Mozilla1.8.0....
fileSpec,
location,
type);
}

to
function (compMgr, fileSpec, location, type)
{
debug("registering (all right -- a JavaScript module!)");
compMgr = compMgr.QueryInterface(Components.interfaces.nsIComponentRegistrar);

compMgr.registerFactoryLocation(FILEPICKER_CID,
"FilePicker JS Component",
//@line 278 "/builds/tinderbox/Fx-Mozilla1.8.0....
FILEPICKER_CONTRACTID,
//@line 280 "/builds/tinderbox/Fx-Mozilla1.8.0....
fileSpec,
location,
type);
}

As you can see the change is just replacing "", by FILEPICKER_CONTRACTID,. Locate the same lines in the Thunderbird nsFilePicker.js (just look at the same paths I mentioned, but with thunderbird instead of firefox).

Then, you need to restart the chrome registry. Just install, update, disable or remove an extension (in both programs) and restart them (the programs, not the computers :-) ).

No Comment :-)

2007-01-19 by nunojsilva

Novo uniforme do SLB, ao gosto da Luciana Abreu:

Simone (SL Benfica) apresenta novo uniforme

Esta imagem não tem informações de licenciamento.

Microsoft(R) Windows(R)

2007-01-06 by nunojsilva

Okay. Tanta gente a usar Windows, a dizer que ele é o melhor. Convenceram-me a dar mais uma vista de olhos no sistema operativo de Redmond.

Consigo instalar o sistema, até aqui nada de mal. No entanto, como algures há um disco que não é detectado no POST mas que a BIOS insiste em dizer que ele existe mesmo não o detectando, o windows deu-se ao luxo de bloquear no arranque do ambiente de trabalho. Já começo a relembrar-me dos good (leia-se bad) old times

Abro o Internet Explorer (se bem que existe o ftp da linha de comandos, decidi ir buscar o Firefox por aqui), mas acabo por optar pelo acesso FTP over IE. Consigo transferir e instalar. Ups, dá um erro esquisito ao arrancar, é preciso actualizar o sistema.

Windows Update, como diria qualquer Técnica de Informática da PT (leia-se pseudo técnico com diploma eye-candy da Microsoft), ou qualquer (ex-)utilizador de windows. Ups, dá-me um belíssimo HTTP Status 404 (i.e.: Page not found). Vou directamente à raiz do site. Erros de script, e do site, não me aparece nada.

Belo! Último recurso. Instalar o Internet Explorer. Vou ao site, meto a opção para transferir o IE, e aparece-me uma página com texto aparentemente de um ou dois pontos, e mais nada.

A parte mais gira é que sempre que eu ligo o cabo de rede tenho de esperar mais de dois minutos até que ele consiga aceder à rede quando o linux o faz com hotplug – liga-se o cabo e já está.

Agora só queria que aqueles que defendem o nome do Windows me dessem uma solução tiro-e-queda. Algo que fosse mais fácil do que os emerges do Gentoo, uma vez que eles dizem que o Windows é bom por ser extremamente simples e fácil de usar.

Um outro olhar sobre o Natal

2006-12-25 by nunojsilva

Todos os anos se verifica a mesma tradição em Portugal: chegado 24 de Dezembro, muitas famílias reúnem-se para uma consoada, que consiste geralmente em bacalhau, legumes, e, nalguns casos, outro prato a acompanhar. E antes de dia 24 é sempre a mesma pressa e observam-se os mesmos atropelos nas superfícies comerciais. Pessoas ricas escolhem prendas boas para os familiares e amigos, pessoas pobres procuram pechinchas para oferecer.

E eis que eu tive uma ideia que julgo ser revolucionária: até os telejornais são diferentes no dia do natal, mais parecendo o programa de culinária dos tempos em que o Goucha apresentava a Praça da Alegria, no entanto há outra festa religiosa nesta altura do ano, que não está infestada pelo consumismo da forma como esta está.

Sugiro que, enquanto não se verificar nenhum decréscimo alarmante na disponibilidade de parafina, e enquanto o preço das velas se mantiver, que os Portugueses passem a celebrar o Hanukkah em vez do Natal. Em vez de montar uma árvore e de trocar prendas e preparar uma enorme consoada, acender uma vela por cada noite que vai passando. Até que chegue ao fim este festival.

Para os mais cépticos aqui vai: o que preferem? Ver as velas a arderem lentamente, ou ver a vossa carteira a arder com as despesas do Natal?

É a solução para a crise! O primeiro-ministro tem de saber disto!

J/K

RTFM #2

2006-12-24 by nunojsilva

Para o caso de algum windoze-user não ter percebido o que quer dizer RTFM…

E já agora, aproveitem para desinfectar bem os vossos computadores:

RTFM!

2006-12-22 by nunojsilva

Eis o que muitas pessoas ainda precisam de aprender, aquilo que muita gente que usa Windows não sabe (e exactamente por causa disso é que o usam).

RTFM!

A cartoon about the RTFM acronym

Linux Distro Timeline

2006-12-20 by nunojsilva

Lembram-se dos nossos livros de história, em que tínhamos frisos cronológicos? Eis mais um para acrescentar à colecção:

Tenho inveja de quem pode ver isto tudo ao mesmo tempo com um zoom de 1:1, no mínimo devem ser precisos dois ou três monitores…

Microsoft Presents “The Terminator”

2006-12-19 by nunojsilva

Na Scientific American de Dezembro, vem um artigo intitulado Send in the Terminator – A Microsoft tool looks for programs that freeze up, escrito por Gary Stix.

Segundo o artigo, este programa irá impedir, por exemplo, drivers de entrarem em loop infinito e provocarem bloqueios e ampulhetas eternas.

O artigo exemplifica com os MP3 e as impressoras, em que os fabricantes acrescentam funcionalidades especiais. E eu acrescento mais uma coisa à lista: Scanners.

A pessoa que escreveu o artigo, sem o saber, fez um bom ponto da situação dos drivers no Windows: um caos completo. Há quem diga que o sistema operativo de Redmond é o melhor no que respeita ao suporte a hardware.

Mas não, o Windows não é o melhor a trabalhar com o hardware: cada fabricante faz o seu aplicativo e chegamos ao ponto em que para, por exemplo, digitalizar uma folha de papel em cinco scanners é preciso usar cinco ferramentas diferentes (não falo de terem de ser usados programas diferentes (isso felizmente já não é a realidade, graças ao TWAIN), mas sim das ferramentas carregadas pelo TWAIN para se fazer a selecção da imagem, a configuração da resolução e os retoques do costume), enquanto que em GNU/Linux, apenas são necessários drivers diferentes: o front-end, o sane (ou o xsane) é o mesmo para todos eles.

Outro exemplo, este felizmente já ultrapassado nas versões mais recentes do windows, são as pendrives: infelizmente, em vez de ser necessário instalar o driver que vem no CD de uma pendrive para ela funcionar com o Windows 98, e usar o mesmo driver para outras pendrives, não, cada pendrive traz um driver específico. Porque é que a Microsoft não disponibilizou um driver genérico e impediu que os fabricantes fizessem as suas versões?

A mesma coisa se passa com as versões mais recentes do Windows: a Microsoft aparenta encorajar (e se não encoraja, pelo menos nada faz para o evitar) as empresas a não criarem apenas backends para que os programas funcionem com o seu hardware, mas sim a criarem autênticas árvores de natal que podem pesar na performance do sistema operativo.

Respondendo aos exemplos dados por Gary Stix: porque é que não foi criado um driver genérico com capacidade para as funcionalidades adicionais lançadas pelos fabricantes? Quem quer manter um sistema operativo estável, tem de lutar para isso controlando os drivers, acrescentando drivers, modificando drivers e até banindo drivers.

É neste ponto que o Linux ganha claramente: mesmo tendo por vezes de recorrer a engenharia reversa, quem escreve os drivers escreve apenas backends, e os backends para dispositivos do mesmo tipo interagem da mesma forma com o resto do sistema. O desenvolvimento é ao mesmo tempo distribuído e centralizado: como todos os drivers são incluídos no mesmo pacote, o suporte às funcionalidades extra é sempre incluído da forma mais correcta, e como os drivers são exaustivamente testados, nunca há necessidade de recorrer a um programa como o Microsoft Terminator.

E resumindo, a minha opinião sobre este novo programa: é apenas a quick and dirty way. Mas sendo a Microsoft uma empresa que baseia todos os seus sistemas no Quick and Dirty Operating System, não é de se admirar.

Quem quiser ler o artigo terá de comprar a revista – ele não se encontra gratuitamente disponível no site da SciAm. No entanto pode consultar o site do Terminator.

Dots Per Inch

2006-12-17 by nunojsilva

No meio das confusões em que eu me meti este fim-de-semana ao tentar migrar para o XFCE, deparo-me com um tamanho de letra demasiado grande e não consigo alterá-lo. Depois de uma pesquisa, tenho várias soluções e debruço-me sobre a que sugere ajustes nas definições de DPI.

(Esta não era a principal causa do problema, eu não conseguia alterar o tamanho da letra porque existia um ficheiro (~/.gtkrc-2.0) que se sobrepunha às definições do XFCE.)

DPI é, em português, Pontos Por Polegada. É esta definição que permite aos programas adaptarem-se parcialmente ao tamanho dos monitores. Por exemplo, os ícones do WindowMaker, ajustam-se confome a densidade, ocupando menos espaço em monitores maiores.

Programas como o Firefox baseiam-se nesta opção para determinar o tamanho dos tipos de letra da sua interface, de forma a que se compararmos duas janelas do Firefox abertas em dois monitores, um de 15 polegadas e outro de 17, o texto dos menus e dos títulos dos separadores, será do mesmo tamanho. A mesma coisa acontece com o WindowMaker: o tamanho dos botões tende a manter-se entre monitores diferentes.

No entanto isto não acontece de uma forma mágica: para obter todo este equilíbrio é necessário que o X Window System saiba as dimensões do seu monitor. O valor em DPI’s é calculado pelo próprio X, que os fornece aos programas, de forma a adaptar os valores às diferentes resoluções possíveis.

Começa-se por definir esses mesmos valores na secção correspondente ao seu monitor no /etc/X11/xorg.conf, introduzindo a linha DisplaySize horiz vert, em que horiz é a dimensão horizontal, e vert a vertical (em milímetros).

Por exemplo, no meu caso, eu tenho:

Section "Monitor"
        Identifier "Monitor0"
        DisplaySize 380 300
        HorizSync 48.5 - 48.5
        VertRefresh 60.0 - 60.0
        Option "DPMS"
EndSection

E é a partir destes 380×300 que o X vai calcular os valores a fornecer às aplicações.

No entanto não é apenas necessário reiniciar o X para observar o efeito disto em todos os programas.

Um programa que (estupidamente) pode não adaptar o seu tamanho de letra ao tamanho do monitor é o Firefox, pois vem configurado para usar o valor fornecido pelo X apenas se este for maior do que 96. Mude o valor de layout.css.dpi para 0 e reinicie o Firefox. (Utilizadores do Firefox 1.5 deverão modificar a opção browser.display.screen_resolution.)

Poderá também ter de alterar o tamanho da letra do seu desktop manager (caso use o XFCE e não consiga fazê-lo, veja a nota no início do post).

Para ver os valores de DPI definidos, em qualquer altura, numa sessão do X, execute, num emulador de terminal:
xdpyinfo | grep resolution
Se quiser também consultar as definições configuradas para as dimensões do ecrã:
xdpyinfo | grep dimensions

Firefox Tips and Tricks

2006-12-10 by nunojsilva

Existe uma página que é, no mínimo, interessante: Firefox Help: Tips and Tricks é uma colecção de “dicas e truques” para o Mozilla Firefox.

Desactivei os <marquee>s e o blinking text.

Encontrei ainda uma página de um MVP (!) em que ele mostra directrizes para determinar quando é que uma dada extensão é inútil. Útil para quem, como eu, sente por vezes o impulso de instalar uma extensão só para experimentar.

E ainda fica aqui a lista das extensões que eu considero essenciais:

  • Flashblock
  • Mnenhy
  • Adblock
  • User Agent Switcher

Para quem estiver no linux, para além do flashblock para impedir os conteúdos Flash de aparecerem sem a nossa autorização, existe também o mplayerplug-in, que, para além de fazer com que o firefox suporte todos os conteúdos multimédia, também pode ser configurado para não iniciar automaticamente a reprodução desses conteúdos.

I’m Feeling Lucky!

2006-12-10 by nunojsilva

O mozilla.support.firefox é um belo sítio para se visitar regularmente. E depois disto sou forçado a assumir que a knowledge base também o é:

No artigo Location Bar search vêm listadas as várias opções para a pesquisa associada à address bar, a tal que antes da versão 2.0 estava associada ao Google I’m Feeling Lucky.

Segundo as instruções, basta mudar a preferência keyword.URL para http://www.google.com/search?btnI=I%27m+Feeling+Lucky&
ie=UTF-8&oe=UTF-8&q=, que é o endereço correspondente ao comportamento da versão anterior.

Mas permanece uma questão: porque é que isto não é adicionado à janela do Editar > Preferências? Uma secção que permitisse escolher a acção a realizar ao introduzir uma expressão na barra de endereços, com as opções “Google – I’m Feeling Lucky”, “Google – Browse By Name”, “Google Web Search” e “Other (enter URL)”.

Firefox, again

2006-12-09 by nunojsilva

Depois de vários dias sem espreitar os newsgroups da Mozilla Foundation, regresso para ler uns posts, e deparo-me com um link para uma página na knowledge base deles. Qual não é a minha surpresa quando vejo que o Adblock Plus faz com que a memória usada por uma página aberta num separador não seja imediatamente libertada quando o separador é fechado.

No mesmo sítio, descobri imenso sobre o consumo desenfreado de memória por parte do Firefox. Aliás, para confirmar, basta abrir a about:cache e ver que o espaço usado é superior (no meu caso inúmeras vezes superior) ao do limite máximo estabelecido. O bug já foi relatado no bugzilla (Mozilla Bug #213391), em 2003. Segundo os comentários, terá aparecido na versão 1.3.

Ainda estou a usar a 2.0. E pelos vistos há duas opções: continuar com a 2.0 e esperar que isto seja resolvido, ou voltar à 1.0 que provavelmente, apesar de já não ser suportada, vai usar muito menos memória.

Entretanto já desinstalei o Adblock Plus e instalei o Adblock.

Firefox 2.0, episódio 2

2006-11-21 by nunojsilva

Continuo a usar o Firefox uma vez que ele é o melhor browser que há em termos de compatibilidade e de funcionalidades, mas continuo à procura de alternativas mais leves porque na minha máquina, a nova versão do Firefox tem tendência a usar abusivamente o processador quando carrega uma página, ou até quando está à espera de uma resposta do servidor.

Muito provavelmente existirão pequenas definições que me permitam ultrapassar isto (ou quem sabe, talvez se eu compilar o Firefox ele fique mais rápido).

Mas, para não o deixar já de lado fui à procura de mais formas de o acelerar e modificar.

É comum ver uma lista de configurações sugeridas (que activa, entre outras coisas, o pipelining), mas os sites que as divulgam apenas mencionam que uma das opções poderá ser prejudicial em computadores mais lentos. Acabei por encontrar uma lista mais completa, que tem opções para diferentes velocidades de internet e para computadores rápidos e lentos.

No meio da minha pesquisa, encontrei outra lista de personalizações possíveis, que consistem na activação do sistema de recuperação de sessões para que o Firefox mostre a sessão guardada, quer tenha crashado, quer tenha sido simplesmente fechado pelo utilizador, na desactivação do tab scrolling (aquilo que eu traduzo por deslizamento da barra de separadores) e na configuração do botão para fechar os separadores (a versão 2.0 apresenta um botão por separador, o que é, IMO, um grande desperdício de espaço).

Mozilla Firefox 2.0

2006-10-29 by nunojsilva

Experimentei a nova versão estável do Firefox e fiquei negativamente surpreendido com a impossibilidade de retirar os botões “Go” da barra de endereços e da barra de pesquisa rápida. Vasculhei as opções e não encontrei nada.

Fui ao IRC da MoFo e lá deram-me preciosas indicações que me guiaram às soluções:

Ocultar o Go da Address Bar:

Ir a about:config e alterar o valor de browser.urlbar.hideGoButton para true.

Ocultar o Go da Search Bar:

Adicionar o seguinte código ao userChrome.css:

searchbar .search-go-button-stack {display: none !important;}

(Utilizadores de Linux: para editar (ou criar) o userChrome.css, basta executar o seguinte comando: vim ~/.mozilla/firefox/*/chrome/userChrome.css  1)

Sinceramente espero que nas futuras versões já seja possível fazer isto a partir da interface gráfica – não é que eu não goste do about:config e do userChrome.css, o problema é que o Firefox tem de lutar pelos seus utilizadores no Windows, e esses utilizadores estão muito mais acostumados ao “point and click”.

Tenho ainda mais umas questões por resolver, especialmente o desaparecimento da funcionalidade de mostrar o primeiro resultado da pesquisa do google ao escrever algo na barra de endereços.

[1] Isto deverá funcionar em contas com um único perfil para o Firefox, em caso de dúvida, façam um ls ~/.mozilla/firefox/

Recursos Educativos

2006-10-24 by nunojsilva

Amanhã vou ter teste de Física. E faz sempre parte dos meus planos ler abordagens diferentes sobre os vários conceitos da matéria. Em vez de me restringir ao manual, procuro sempre testes, exercícios, exemplos e resumos na Internet.

Usei este método para estudar para o exame de Física e Química A. E agradou-me, motivo pelo qual continuo a usá-lo.

Mas a questão que me leva a escrever este artigo é algo de alarmante. Uma pesquisa por física esec teste no Google revela algumas dezenas de páginas de departamentos de Educação Física de escolas secundárias, e uma página sobre Química com um par de links sobre Física e Química que me chamaram a atenção pela sua descrição, nenhum deles funcional. Um deles aponta para o Terravista, o outro… para a uARTE.

Já não ouvia nem lia esse nome há anos. E não é com espanto que vou ao site da Unidade de Apoio à Rede Telemática Educativa e descubro que o catálogo e a pesquisa dão-me… timeouts!

Mas o panorama muda se o texto da pesquisa for physics quiz k12. Aparece um sem-fim de páginas de escolas estados-unidenses com testes de Física. Será esta a diferença que separa o novo mundo do velho mundo? O recurso às verdadeiras novas tecnologias para inovar a educação, contrastante com uma ou duas páginas com uns links antigos?

Recuperar 2879 e-mails…

2006-10-20 by nunojsilva

Hoje experimentei uma feed RSS. Criei a conta de RSS no Thunderbird e adicionei a feed.

Como não aparecia nada a não ser os títulos dos artigos, fiz um CTRL+A seguido de SHIFT+DEL para apagar os artigos. Só que eu, no meio disto, tinha ido a outra pasta de correio ler umas mensagens. Resultado? 2879 mensagens foram apagadas. A minha sorte é que o Thunderbird usa um formato de texto plano para os ficheiros que contém as mensagens.

O processo de recuperação de uma mensagem é bastante fácil, mas multiplique-se isto por 2879. A solução foi sempre óbvia. sed. O problema era descobrir como o usar.
Já ando nisto do Linux há algum tempo, mas nunca consegui decorar a sintaxe do sed. Li o info sed e consegui, por tentativa e erro, descobrir a sintaxe adequada ao problema.

Portanto aqui vai, para as pessoas que se deparam com um erro humano destas proporções (e para quem deixou o gato, o cão ou até mesmo o filho de poucos meses suficientemente perto do teclado), e que o querem resolver recorrendo à simplicidade e rapidez da linha de comandos do linux:

cat mailboxfile | sed 's/X-Mozilla-Status: [0123456789]*/X-Mozilla-Status: 0000/' > mailboxfile-recovered

(O código é para ser todo escrito na mesma linha, se aparecer partido em várias linhas, substituem-se as quebras de linha por espaços.)

Em que mailboxfile é o nome do ficheiro com as mensagens apagadas. Isto escreve um outro ficheiro, mailboxfile-recovered com as mensagens recuperadas. Convém, antes de tudo, fazer uma cópia do ficheiro, e depois mover o ficheiro para uma localização segura, renomeando o mailboxfile-recovered para mailbox. Se o ficheiro for grande (como no meu caso, umas dezenas de megabytes), ao abrir a pasta, no Thunderbird, precisará de aguardar uns momentos (por vezes mais de um minuto) enquanto o Thunderbird reconstrói o ficheiro de índice da pasta. As mensagens irão ficar todas marcadas como sendo novas, já que o processo consiste em devolver a classificação “não lida” a todas as mensagens.

Mentol (again…)

2006-06-06 by nunojsilva

Fiz algumas alterações à imagem do mentol:

Mentol (CAS 89-78-1)

2006-06-05 by nunojsilva

mentholfinal

Mentol (C10H20O; nº de registo CAS 89-78-1).

Informação MSDS:
http://tinyurl.com/zsj3a

Transferência do ano

2006-02-01 by nunojsilva

Foi ontem finalizada a transferência mais cara da época 2005/2006. Embora só possa ser efectuada após a próxima abertura do mercado, o FCIM («Inter») decidiu acabar com a guerra entre os vários clubes interessados no melhor jogador do SLB (Sport Lisboa e Benfica): ofereceu ao Benfica 40 milhões de euros por Moretto. O contrato já está assinado. Agora é só esperar.

Em declarações à imprensa, o treinador do Inter referiu que «esta é uma excelente oportunidade para reforçar o Inter». O presidente do BFC disse lamentar esta segunda falha nas negociações: «O ano passado foi a mesma coisa. Felizmente o Inter não ficou com o jogador em questão. Este ano, com outro jogador, o Inter conseguiu mesmo levar a sua avante. Qual será o nosso problema? Porque é que não conseguimos arranjar bons jogadores?»

O treinador do RMFC também declarou estar farto da estratégia do Inter: «Eles ficam sempre com os melhores. Onde é que eles vão arranjar o dinheiro? Porque é que não fiscalizam aquilo?»

Em declarações à imprensa, Ronald Koeman afirmou que «Este é um dia triste para o SLB: logo que conseguimos arranjar um bom frangueiro, ele foge…».

O jogador em questão, ao ser inquirido, disse que o seu novo trabalho «vai ser canja». Quando questionado sobre as outras ofertas (100 milhões de euros (Brilha Futebol Clube), 80 milhões de euros (Rede Minipreço Futebol Clube), 70 milhões de euros e 5 cêntimos (Kentucky Fried Chicken) e 50 milhões de euros (Avibom Futebol Clube)), o jogador do Inter afirmou que «eles ofereceram mais, mas o Futebol Clube do InterMarché é aquele que melhor tempera os frangos».

Microsoft afinal também usa Software Livre…

2005-06-08 by nunojsilva

Nas seguintes imagens pode ver-se uma apresentação de PowerPoint a ser apresentada na subsidiária ucraniana da Microsoft.

Imagem 1
Imagem 2
Imagem 3

Não notam nada de estranho nelas?

Podem ler a história completa no Slashdot.

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